Sangue na Guelra

6 e 7 de Abril no 1300 Taberna

Sangue na Guelra 2014

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Taberna

O Sangue na Guelra apresentou uma seleção de luxo na 2ª edição, dia 6 e 7 de abril, num local encantador, a 1300 Taberna, no LX Factory.

Dois jantares exclusivos para 45 pessoas sortudas em cada um deles foram preparados com o peixe e o marisco da costa portuguesa. Este briefing cumpre uma das missões do Sangue na Guelra: promover as qualidades únicas e o potencial dos produtos portugueses.

Ambos os jantares incluíram 12 pratos, com harmonização de vinhos nacionais de topo pelos sommeliers João Chambel e Rodolfo Tristão. Cada chef, português ou estrangeiro, foi desafiado para cozinhar “fora da caixa” e explorar o seu próprio percurso gastronómico. O evento iniciou com um cocktail animado por um convidado surpresa com histórias interessantes e um conhecimento único para partilhar. No domingo, Harley Hubs, da Algarvian Knives, apresentou as suas facas artesanais e de alta qualidade e na segunda-feira Pedro Bastos, da Nutrifresco, foi acompanhado por dois filetadores especializados que demonstraram como cortar filetes perfeitos.

 

Os sous-chefs que participaram no primeiro jantar com Nacho Baucells e Hernán Luchetti (El Celler de Can Roca, Girona, Espanha, 3* Michelin, 2º World 50th Best) foram Alessandro Negrini (Il Luogo di Aimo e Nadia, Milão, Itália, 2* Michelin), João Alves (The Yeatman, Gaia, Portugal, 1* Michelin) e o chef pasteleiro convidado especial foi Carlos Fernandes (M.B. Martin Berasategui, Tenerife, Espanha, 2* Michelin).

O segundo jantar contou com a estreia absoluta em Portugal do restaurante dinamarquês Noma (2* Michelin, 1º World 50th Best), através do sous-chef português Leonardo de Sousa Pereira. O sous-chef Sven Wassmer (Focus, Vitznau, Suíça, 2* Michelin) e o chef João Simões (ex-sous-chef de José Cordeiro, Feitoria, Lisboa) também cozinharam. A lista ficou completa com o chef pasteleiro Francisco Gomes (Confeitaria Colonial, Barcelos, Portugal).

Além dos jantares criativos e memoráveis, o Sangue na Guelra pretende reunir pessoas inspiradoras: cozinheiros profissionais, jovens talentos e alunos da nobre arte de cozinhar portuguesa, empregados e chefes de sala dos restaurantes de topo nacionais e estrangeiros bem como produtores, parceiros e marcas premium que apoiam o Sangue na Guelra.

 

6 de Abril

7 de Abril

Chefs

  • Carlos Fernandes

    , Michelin

    Sou o mais novo dos convidados do Sangue na Guelra, trabalho em Tenerife, Espanha, no restaurante M.B. (Martin Berasategui), distinguido com duas estrelas Michelin. Estudei na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, trabalhei no Hotel Lapa Palace, parti para Espanha e estou desde 2012 nas Canárias. Recebi com surpresa o convite para fazer parte do Sangue na Guelra e prometo extravagância, técnica e arriscar com muitas ganas! Uma das minhas maiores inspirações é o Francisco Gomes, o convidado de pastelaria da segunda noite deste evento, estamos entre amigos, portanto.

  • Leonardo Pereira

    NOMA, Michelin

    Antes de entrar para a Escola de Hotelaria de Santa Maria da Feira, tudo o que tinha cozinhado foram brincadeiras. Era um puto rebelde, quase fui expulso nas últimas semanas do curso, mas tive a sorte de ser perdoado pelo director, nunca o esquecerei. Sou gerente de cozinha e sous-chef de produtos no Noma, uma incubadora de cultura e ideologia gastronómica. Na Sociedade moderna, a carne ou o peixe não deveriam ser os elementos principais de um prato, pois é um acto irracional e de crueldade para com o planeta.

  • João Alves Oliveira

    The Yeatman, Michelin

    A minha avó e a minha mãe cozinhavam muito bem – e cozinhavam muito em fogão de lenha -, por isso a comida era confeccionada lentamente e ficava com uma textura e sabores completamente diferentes. Mal estava a chegar da escola ou quando acordava de manhã, já sabia o que era o almoço, são várias e boas lembranças desses tempos. Quando tinha uns treze anos, andava a ajudar o meu avô na distribuição de gás. Fazia vários restaurantes e comecei a ver como funcionavam. Depois foi um pequeno passo até ir ajudar cerca de uma ou duas horas num desses restaurantes. O primeiro prato que aprendi a cozinhar foi uma sopa que a minha avó fazia, com base de feijão frade, cebola, batata e carnes fumadas – caseiras, era só esticar o braço. Trabalhar com o chef Ricardo Costa é “top”, muito bom a todos os níveis, desde a aprendizagem às técnicas e aos produtos, tudo. O meu ingrediente de eleição é o marisco e adoro cozinhar peixes. Para comer não sou esquisito, depende do dia e hora que me encontro.

  • Sven Wassmer

    FOCUS, Michelin

    A vida é curta demais para se comer comida de merda – esse é o meu lema. A primeira vez que entrei numa cozinha deveria ter uns cinco ou seis anos e o meu trabalho era o de temperar a salada. Anos mais tarde, estudei para chef num hotel em Basileia, na Suíça, mas quem me influenciou para seguir este caminho foram a minha mãe e a minha avó. Trabalho no Focus há um ano e é muito bom porque estamos no mesmo comprimento de onda e existe muita confiança e amizade entre mim e o meu chef. A ideia de cozinha que tenho é a da celebração dos bons produtos e não passo sem marisco e limões. Gosto de cozinhar pratos simples e saborosos e também gosto de os comer dessa forma. Só de pensar no cheiro a morangos e cenouras do jardim da minha avó fico com os sentidos todos alerta.

  • Francisco Gomes

    , Michelin

    Formei-me em Gestão, trabalhei no apoio a empresas, mas o legado familiar falou mais alto. É na Confeitaria Colonial, em Barcelos, que encontro o meu óasis. O espaço foi fundado pelo meu avô, Joaquim Pereira Gomes, na década de 1960 e foi dele que herdei o gosto pelo mundo dos doces. Frequentei feiras, ateliês e cursos de formação na área da pastelaria, aprendi com os melhores – entre eles, Pierre Hermé, apelidado de Picasso da pâtisserie. Desafiaram-me a criar sobremesas relativas ao mar e estou pronto para confirmar que tenho sangue na guelra!

  • João Simões

    , Michelin

    Cresci na cozinha da minha mãe e das minhas tia. Os cheiros, os produtos, os sabores, a tradição e as receitas de família despertaram-me uma imensa vontade de experimentar e tentar dar aos outros aquela sensação de prazer que eu tantas vezes tinha. Comecei por fazer umas sobremesas mas foi nos salgados que encontrei a minha praia. Fui braço direito do chef Cordeiro e agora ele está a ajudar-me a abrir o meu próprio espaço. Trabalhar com ele exige dedicação, organização, rigidez e principalmente amor ao produto, de preferência português. Os meus ingredientes de eleição são o sal, o alho, o limão e os coentros e adoro cozinhar e comer tudo, mas se tiver que escolher uma coisa, quem me rouba o peixinho português grelhado, rouba tudo. Lembro-me perfeitamente de ser puto e estar sentado a comer talhadas de melancia gigantes, soprar os caroços para o chão e sentir-me o maior felizardo do Mundo.

  • Alessandro Negrini

    Il Luogo de Aimo e Nadia, Michelin

    Aos 14 anos entrei pela primeira vez numa cozinha. Comecei a fazer pizas, no Verão, num restaurante perto de casa, em Sondrio, mas lembro-me que nem tinha altura para chegar ao forno…Aquilo que cozinhamos é aquilo que gostaríamos de comer, por isso prefiro uma forma leve e fresca de cozinhar. O ingrediente principal para mim é a paixão e o coração, com um pouco de parvoíce! E o meu lema – que a técnica permaneça na cozinha enquanto a emoção chega ao cliente. Não tive quaisquer influências, comecei a estudar nesta área porque vi que teria mais possibilidades para viajar. Trabalho com o Aimo e Nadia há dez anos e é uma grande experiência porque eles são gente simples e educada, como se fossem meus pais. Ensinaram-me o valor do sabor italiano nos nossos pratos, usando apenas os melhores ingredientes. Uma memória relacionada com a comida? Quando pedi a minha mulher em casamento no restaurante do Massimo Bottura.

  • Nacho Baucells

    El Celler De Can Roca, Michelin

    A primeira coisa que aprendi a cozinhar foi um tiramisu. Comecei a trabalhar na cozinha com 18 anos e, no princípio, o que mais gostava era da pastelaria. Passados alguns anos mudei de opinião. Penso que a formação nunca termina, aprendo agora ao lado dos irmãos Roca mas estou agradecido a todos os chefs que tive, aprendi com todos. Tenho muita sorte em fazer parte da equipa do Celler de Can Roca, somos uma grande família. É um local privilegiado para pôr em prática as técnicas mais vanguardistas. A minha ideia de cozinha está perto da tradicional, mas aproveito para viajar e conhecer culturas gastronómicas de outros países. Se tivesse que escolher apenas um ingrediente, escolheria a gamba, uma boa gamba. Gosto de cozinhar para a família e para os amigos e um dos meus defeitos é o gelado. A minha mãe e a minha avó são as minhas grandes referências. Ainda hoje cozinho com elas.

Pratos

As maravilhas dos nossos chefs

Sangue na Guelra 2014

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